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Polícia Civil prende nesta quarta-feira (1º) uma mulher de 30 anos
suspeita de matar e ocultar o corpo de Maria Lusiana Batista da Costa, de
36 anos, em uma mala de viagem na cidade de Mossoró,
na Região Oeste do Rio Grande do Norte.
O caso aconteceu no dia 15 de março. A suspeita já havia confessado o crime e tinha informado à polícia onde havia deixado a mala com o corpo, mas não havia sido presa na época porque não havia mais a possibilidade de prisão em flagrante.
Dessa vez, a polícia cumpriu um mandado de prisão preventiva contra ela, que estava no bairro Bom Jardim.
As investigações apontaram que ela e a vítima eram usuárias de entorpecentes e viviam em situação de rua. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por desentendimentos frequentes entre elas.
O corpo dela foi deixado perto de uma ponte na avenida Leste-Oeste, em Mossoró.
Segundo a polícia, a suspeita desferiu diversos golpes de arma branca contra a vítima no bairro Alto do Louvor.
"No momento do crime, a vítima encontrava-se sob forte efeito de substâncias entorpecentes, circunstância da qual a suspeita teria se aproveitado para desferir golpes de faca nas regiões do pescoço e do abdômen, causando a morte", informou a Polícia Civil.
Após o crime, a suspeita colocou o corpo de Maria Lusiana em uma mala de viagem e se deslocou até as margens do Rio Mossoró, onde abandonou a mala para ocultar o cadáver.
Suspeita alegou que a vítima a roubou
Diante do delegado de plantão, pouco após o crime, a mulher afirmou que matou a outra com uma arma faca porque estaria sendo caluniada pela vítima, que a acusava de furto e roubo. Além disso, a vítima teria furtado drogas dela.
Segundo o delegado Luiz Antônio, a suspeita informou que atraiu a vítima para um local alegando que iriam consumir drogas.
"Começaram a consumir crack e nesse momento ela sacou uma faca e desferiu cerca de três a quatro cutiladas, inclusive uma no pescoço", afirmou.
Ainda de acordo com o delegado, a mulher alegou que agiu sozinha. Ela teria colocado a vítima dentro de uma mala e, ao passar um mototaxista, ela teria pedido uma viagem até a ponte, de onde teria jogado a mala.
No entanto, o delegado desconfia da versão, inclusive do relato que a mala tenha sido jogada. O investigador acredita que o objeto foi arrastado até o local.
"Acredito que houve participação de outras pessoas. O relato dela é um álibi para proteger alguém, mandantes, coautores ou partícipes", afirmou.
Inter TV Costa Branca e g1 RN
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